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T Gregol e sua banda Katarse
A banda Katarse é aquele tipo de entidade que se forma quando uma pessoa agarra um projeto e acaba se tornando e o fazendo tornar uma coisa só.
Sálua Oliveira, da Redação (23/10/2007)
T. Greguol está, desde 2002, na correria com a divulgação de seus trabalhos. Primeiro dois livros de poesias, Catarse e Viver Mata. E a banda Katarse, de músicas e tal, que começou em 2004 lançando o CD A monstruosa panacéia de bodisatva.
Entrando no campo musical, a Katarse é uma banda diferente, com uma produção de músicas baseada em letras do vocalista e idealizador da banda, "Mister" T.. Os amigos do grupo são incentivados a contribuir com as artes do encarte - o novo CD terá mais desenhos do que letras de músicas - no backing vocal e na construção das músicas, onde instrumentos não convencionais, como garrafas long neck, são muito bem utilizados. Sem mais delongas, segue a entrevista com o T. Greguol, Katarse Greguol, Katarse T. e por aí vai...
Qual é o tipo de som que a Katarse faz? A Katarse faz o som que encaixa melhor com as letras e melodias. Uma música, por melhor que ela seja, depende muito do arranjo, e nossos arranjos não podem ser classificados como "rock", "pop" ou sei lá como se colocam nomes em gêneros musicais. Mas, a gente já tem cinco anos de banda, então, com o tempo resolvemos definir nosso som como "música dançante, filosófica, furiosa e tosca". O ideal é ouvir nosso som sem se preocupar com o nome.
O que cada um faz ou fazia antes da banda? Não deu pra parar de trabalhar ainda e infelizmente ainda temos tempo para estudar! Na banda temos um guitarrista psicólogo, um vocalista professor, um baterista e um baixista meteorologista! Qual a possibilidade de dois meteorologistas na mesma banda? Você conhece algum? Eu conheço dois!
O que o motiva a tocar esse estilo de música? Somos amigos, gostamos de música e não gostamos de restringir. Nos divertimos gravando no estúdio e nos divertimos mais ainda tocando essa nossa arte ao vivo. Devemos passar algo bom, pois o povo que vai aos shows volta... Acho que no final, a motivação é uma questão de nos sentirmos bem.
A banda pensa no mercado brasileiro atual para produzir? Não. A gente faz o som que a gente curte ouvir e, principalmente, tocar. Não me lembro de termos feito nada pensando "acho que isso vai vender!". Tocamos o que gostaríamos de ouvir e o mais divertido é que tem mais gente que gosta além de nós mesmos! Nós pensamos basicamente no nosso bom senso para produzir.
Existe um público cativo? Quem são eles? Temos um público bem abrangente. Vai de crianças até pessoas de mais idade mas, é óbvio que essas faixas etárias não vão a shows por vários motivos. Então acaba sendo basicamente dos 15 aos 30 anos. Mas, já tivemos várias chances de tocar em locais onde crianças eram permitidas e idades mais avançadas tinham vontade de ir, e todo mundo se divertiu de verdade!
Como foi essa relação da banda com outros meios de comunicação, cinema, internet, imãs de geladeira? Natural, acho. Nós somos artistas e a arte é agradavelmente ampla. Se quiser que a gente atue, a gente atuará, se quiser que pinte e desenhe - o que acontece nos encartes dos CDs - nós vamos fazer também. Agora, se pedir pra dançar, a coisa pega, vamos tentar mas, provavelmente, vamos fracassar. Fizemos a trilha sonora de um curta metragem e já usaram nossas músicas em vários outros. A Internet é o meio de comunicação mais democrático, fácil e barato que existe e imãs de geladeira são divertidos, diferentes e tem um "que" de estranho, tudo que a Katarse é também.
A música independente ainda tem espaço para CDs? Como vocês se utilizam da Internet e download gratuitos? Acima de tudo que se diz sobre o CD ter morrido e o mp3 ser o que liga, acho que devemos ser democráticos e dar opção de escolha para todos, como eu gostaria de ter. Adoramos encarte de CD! Encarte é tão legal, cheio de letras, desenhos, coisas bonitas, interessantes e que complementam a idéia da obra que apresentamos. A Katarse é mais que uma banda, é um grupo de arte, logo, um mp3 apenas, nos limitaria. Nós temos o conceito da banda no encarte, no site, no imã de geladeira, no show, nas letras, na música, no uniforme da banda... Tem a opção de baixar as músicas no site - de graça - mas, no final, quem baixa algumas resolve comprar o CD que é baratinho e bonitão!
O retorno com esses outros veículos vale a pena? Há bastante procura? Sim. Tem bastante gente ouvindo no My Space, baixando no site e tem um povo que até copia o CD. Mas, gostaria de falar algo curioso: as pessoas ouvem as músicas de graça mas acabam comprando o CD depois, acho que por três motivos: um porque o som é legal, dois porque o encarte é sempre bem legal e interessante e três porque o preço é bom e muitas vezes negociável!
Qual é a agenda dos shows? Nós tocamos onde der e quando der. Tem no mínimo um show por mês e no máximo quantos forem possíveis! Porém estamos gravando o CD novo agora, que deve sair lá por março de 2008 e fica complicado de a gente trabalhar, estudar, gravar e ensaiar para shows. Mas nos aguardem, em 2008 a gente volta com tudo de novo!
A arte dos CDs... de onde veio a idéia? Tudo começa com as músicas escolhidas e a temática básica do CD. Pensamos os CDs como filminho e, de certa forma, nos contam a história através das músicas. Tendo em mente o que o CD está "falando", fica fácil desenvolver o encarte. É como ilustrar um livro. Isso deve se chamar conceito. Então, essa idéia que permeia o CD vai desde a letra das músicas, passando pela ordem delas no CD e pelo visual e pelos encartes grandes. O primeiro CD, A prosaica onipresença da criatura, tem um encarte de 20 páginas, e o próximo terá um encarte de 36 páginas!
TÁ NA MÃO www.katarse.com.br
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